Finanças
Os santos dos últimos dias vêm sendo aconselhados há muitos anos a preparar-se para cada dificuldade e a ter algum dinheiro de reserva. Fazer isso eleva imensamente sua segurança e seu bem-estar. Toda família tem a responsabilidade de suprir suas próprias necessidades na medida do possível.
Incentivamos a todos, independentemente da parte do mundo em que vivem, a preparar-se para a adversidade examinando sua situação financeira. Exortamos vocês a serem frugais em suas despesas e controlados ao fazerem compras a fim de evitarem dívidas. Paguem as dívidas o mais rápido possível e livrem-se desse cativeiro. Economizem algum dinheiro regularmente para que, gradualmente, tenham uma reserva financeira.
Se tiverem pago suas dívidas e possuírem uma reserva financeira, mesmo que seja pequena, vocês e sua família vão se sentir mais seguros e terão mais paz no coração.
Que o Senhor os abençoe e à sua família em seu empenho relacionado às finanças da família.
A Primeira Presidência.
O Essencial nas Finanças da Família
Pague o Dízimo e as Ofertas
As finanças bem-sucedidas começam com o pagamento honesto do dízimo e com uma generosa oferta de jejum. O Senhor prometeu que abriria as janelas do céu e derramaria
grandes bênçãos sobre aqueles que pagassem o dízimo e as ofertas fielmente (ver Malaquias 3:10).
Evite Dívidas
Gastar menos dinheiro do que se recebe é essencial para a segurança financeira. Evite as dívidas, com a exceção daquelas destinadas a comprar uma casa simples, pagar os estudos ou outras necessidades vitais. Poupe o dinheiro para comprar o que precisar. Se tiver dívidas, pague-as o mais rápido possível.
Prepare um Orçamento
Mantenha um registro de suas despesas. Anote-as e examine-as mensalmente. Decida como reduzir os gastos com coisas que não são essenciais.
Utilize essas informações para preparar um orçamento familiar. Planeje quanto dará em doações para a Igreja, quanto economizará, o que gastará com alimentação, casa, contas de serviços públicos, transporte, roupas, seguro e assim por diante. Discipline-se para viver dentro de seu orçamento.
Faça uma Poupança
Gradualmente faça uma poupança e utilize-a somente para emergências. Se economizar um pouco de dinheiro regularmente, ficará surpreso com quanto vai acumular com o passar do tempo.
Ensine os Membros da Família
Ensine os princípios de administração financeira aos membros da família. Envolva-os na criação do orçamento e de metas de finanças familiares. Ensine os princípios do trabalho árduo, da frugalidade e da poupança. Enfatize a importância do estudo tanto quanto possível.
O que é um crédito?
É um financiamento. Adiantamento de um montante que terá de ser devolvido posteriormente.
- Quais são as principais diferenças entre cartão de crédito e débito?
Tal como o nome indica, o cartão de crédito concede-te um certo montante a crédito, até um certo limite previamente atribuído, habitualmente designado como plafond, sobre o qual poderão incidir juros e/ou comissões.
Geralmente, o nosso dinheiro é depositado numa conta à ordem. O cartão de débito é utilizado para retirar dinheiro dessa conta.
Existem outras diferenças como, por exemplo, as anuidades dos cartões (normalmente o cartão de crédito tem uma anuidade superior à do cartão de débito), restrições em pagamentos em certos terminais de pagamento (TPA que só aceita cartões de débito), utilização do cartão para pagamentos na internet (normalmente o cartão de crédito constitui uma forma de pagamento mais universal do que o cartão de débito), ou descontos ou outras vantagens especiais normalmente associadas a alguns cartões de crédito.
- Relação entre crédito/débito e ativo/passivo
Na nossa conta à ordem existe um ativo: o nosso dinheiro depositado (o saldo lá existente). Ao utilizar o cartão de débito estamos a reduzir esse ativo, não criando dívidas.
Um cartão de crédito possibilita a criação de um passivo (até ao limite do plafond). Ao utilizar o cartão de crédito estamos a aumentar o passivo, ou seja, a criar uma dívida.
- Em que medida(s) é vantajoso ter cartão de crédito? Que beneficios pode trazer?
Para além dos beneficios já referidos na questão anterior, o cartão de crédito pode servir ao agente económico de apoio financeiro para gestão das suas despesas diárias/mensais ou esporádicas. Em alternativa aos créditos pessoais (contratualmente um cartão de crédito é diferente de uma operação de crédito pessoal), sobre os quais podem incidir custos de contratação e de dossier/estudo, os cartões de crédito constituem uma forma de obter liquidez no momento, desde que tenha limite disponível para utilizar.
Outra vantagem face a um crédito pessoal é que, e salvo eventuais exceções quanto às características dos cartões de crédito, o titular do cartão pode pagar/amortizar a sua dívida de acordo com as suas possibilidades, no momento que lhe seja mais conveniente e sem custos. Deve-se ressalvar que os pagamentos também podem ser realizados de forma automática numa data e numa percentagem do valor utilizado ou montante predefinido. Já num crédito pessoal, normalmente, é calculada uma prestação mensal de capital e juros em função de um prazo pré-estabelecido. As amortizações ou liquidações antecipadas destas
operações têm, normalmente, comissões associadas o que é mais uma desvantagem face aos cartões de crédito.
Outra vantagem é o pagamento fracionado. Primeiro importa referir que nem todos os cartões poderão ter esta característica. O fracionamento consiste em isolar uma determinada despesa/utilização do cartão e fracionar em X meses. Desta forma aproxima a regularização da dívida como se de um contrato de crédito pessoal se tratasse, e depois porque poderá libertar esse montante que fracionou para utilizar novamente por via do plafond “base”. Mais uma vez se reforça que nem todos os cartões poderão ter esta funcionalidade.
A subscrição de um novo cartão de crédito pode ainda ajudar a negociar outros créditos ou produtos bancários.
- Que tipos de cartões de crédito há e quais as diferenças entre eles?
Essencialmente, as principais diferenças residem nos sistemas de pagamento dos cartões. Por exemplo, Mastercard e Visa, que são das mais aceites nos terminais de pagamento pelo menos a nível nacional.
Atenção que os cartões “multibanco” (débito) terão também associados um destes sistemas. Questões como “aceita Visa?” podem, erroneamente, querer perguntar se aceitam pagamentos com cartões de crédito. “Visa” é o sistema, não a tipologia de cartão. A questão terá sentido se pretender perguntar se o terminal de pagamento aceita o sistema Visa. Por curiosidade, consulte as páginas referentes aos cartões/meios de pagamento de alguns sites de bancos.
- Como funcionam as taxas de juro do cartão de crédito?
Salvo eventuais exceções, os cartões de crédito permitem pagamentos automáticos a 100%. Isto significa que a pessoa se compromete a pagar a totalidade do montante que utilizou numa data acordada.
Vejamos o seguinte exemplo: saldo utilizado 0.00€ no dia 1 do mês “A”; o cliente utilizou 250€ no dia 2 do mês “A”; o cliente e o banco acordaram o pagamento de 100% no dia 25 do mês “A”. Por norma, sobre estes 250€ não incidirão juros porque não deixou verbas em dívida para o próximo período de contabilização ou de extrato.
Independentemente da hipótese do pagamento sem juros, todos os cartões possuem por defeito uma taxa de juro associada. A taxa que normalmente é comunicada ao consumidor é a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global). Esta taxa inclui todos os custos (juros, comissões,
anuidades) que o consumidor poderá incorrer pela utilização do cartão. O consumidor poderá assumir esta taxa como “preço” do cartão que lhe vai custar e é este preço que deverá comparar entre os bancos. Sugere-se que, se o consumidor pretender pagar sem juros (a 100%), deve procurar as anuidades mais baixas e descontos especiais em resultado de parcerias com os bancos.
- Pode compensar não pagar a 100% ou é sempre melhor fazer este tipo de pagamento?
Na ótica de custos financeiros, sim. Mas, existem situações em que o cliente poderá beneficiar da manutenção de saldo em dívida (e por consequência, do pagamento de juros).
Primeiro, o cliente pode efetivamente necessitar de financiamento e, em vez de perder uma oportunidade de negócio, pode compensar utilizar o cartão e pagar de forma faseada, assumindo os juros.
Outra hipótese, embora mais complexa, é usufruir dos programas de cashback. O cashback é a oportunidade de receber uma pequena parte do montante gasto devido ao facto de ter utilizado o cartão.
Por último, os próprios cartões poderão ter programas específicos associados para obter descontos em determinados estabelecimentos (deverá confirmar se será necessário deixar o montante em dívida para usufruir destes descontos).
- Existem diferenças, a nível de comissões, entre pagar compras com os cartões de crédito ou levantar dinheiro?
Sim.
Primeiro importa clarificar que, salvo exceções, os cartões de crédito podem ser utilizados para pagamentos, mas também por via de uma transação designada por cash advance, que é a utilização em numerário (por via de levantamento no Multibanco) do plafond do cartão de crédito. Esta última operação é, por norma, mais cara do que a utilização nos terminais de pagamento das lojas ou lojas online. A maioria das transações de compras não possuem custos associados, mas existem outras que podem sofrer custos adicionais (por exemplo, compras em postos de abastecimento).
- Sugestões de metodologia de utilização para tirar maior proveito
A melhor sugestão que se pode dar é a prudência. Por ser um meio de pagamento e uma forma “fácil” de obter liquidez, o consumidor pode facilmente cair no descontrolo. Isto reflete-se numa má gestão e falta de acompanhamento dos pagamentos e plafonds utilizados, para além das taxas de juros elevadas pela utilização dos plafonds.
- Sugestões/Recomendações de requisitos mínimos de uso para evitar dívida
A forma mais segura é programar junto do fornecedor do cartão o pagamento automático de 100% do montante utilizado num certo dia de cada mês.
Sugere-se também que agende os pagamentos automáticos para a altura em que o vencimento é pago. Desta forma, consegue garantir que há montante disponível para fazer face às suas dívidas e evitar despesas maiores.
Se for utilizador regular do cartão de crédito faça consultas regulares ao extrato do seu cartão (por exemplo, por via aplicação do banco) por forma a acompanhar os seus gastos e prever ou orçamentar a sua vida no dia-a-dia, até receber novamente o seu vencimento.
Cuidado com o “efeito bola de neve”: se usar o cartão de crédito, vou criar uma dívida. Esse montante deve ser pago assim que possível para evitar juros e para evitar que tenha de contrair mais dívida para poder pagar essa dívida.
- Estratégias de entidades de crédito para potenciar a dívida do utilizador do cartão de crédito
Tal como referido, os bancos poderão tentar aliciar os clientes a adquirir e utilizar cartões de créditos ao oferecer vantagens como descontos ou cashback, por exemplo.
Os bancos, por norma, podem alterar os limites do cartão de crédito, aumentar ou diminuir, se julgarem (depois de uma análise de risco) que o consumidor possui (ou não) condições para fazer face à dívida. Isto quer dizer que, se não acompanhar os seus gastos, pode incorrer numa situação em que pode não dar conta de que está a gastar mais do que o habitual (pois o limite foi aumentado), ou achar que ainda tinha verbas disponíveis e já não tem. Em geral, as instituições bancárias comunicam as alterações ao cliente antecipadamente.
Para evitar males maiores, seja cumpridor junto das instituições financeiras e “bom utilizador” do seu cartão de crédito. Não esquecer que todo o seu histórico de devedor fica registado no Banco de Portugal, que acaba por disponibilizar toda a informação às restantes instituições com quem tem relacionamento comercial.
Embora não seja usual, os bancos podem exigir contratualmente que mantenha o cartão durante determinado tempo, como se de uma fidelização se tratasse (por exemplo, como os contratos de telecomunicações). Recomenda-se que leia devidamente as condições do cartão e acima de tudo faça perguntas aos comerciais.
Links úteis:
Cartão Revolut: levantamento grátis em qualquer local do mundo até 200€ por mês, transferências gratuitas, permite pagamentos em diferentes moedas
Cartão de Crédito Wizink: oferece brindes a novos clientes que gastem um mínimo de 300€ nos primeiros dois meses após a adesão, taxas elevadas (sugestão: escolher modalidade de pagamento a 100% e recusar quaisquer financiamentos ou seguros que tentem vender)
https://www.wizink.pt/public/home
Conta no ActivoBank: conta à ordem sem comissões, facilidade para abertura de conta online
Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal: resumo de todos os créditos em nome da pessoa

